Nesta sexta-feira, 25, às 17h, será realizada uma reunião preparatória do ciclo de debates, no Departamento de Sociologia da Universidade Federal do Ceará, Sala 2, na Avenida de Universidade, 2995, Benfica, Fortaleza (CE)

O Movimento dos Conselhos Populares (MCP) junto a outros movimentos de Fortaleza (CE) promoverão um ano de debates e formação popular, entre novembro de 2019 a novembro de 2020. O objetivo é a partir de uma metodologia com uso de textos, vídeos, músicas, leituras dramáticas e atividades de campo, agregar pessoas que queiram pensar, refletir e propor saídas alternativas para a situação das comunidades, indo além da formação técnica e política e olhando especialmente para a realidade dentro do campo popular. Uma reunião preparatória destas atividades acontecerá nesta sexta-feira, 25, às 17h, no Departamento de Sociologia da Universidade Federal do Ceará, Sala 2, na Avenida de Universidade, 2995, no bairro Benfica, Fortaleza (CE).

 “Queremos convidar as pessoas para ajudar a refletir essas questões e também que possam ajudar a facilitar os momentos que irão acontecer nas bases, nas comunidades e  na cidade”, comentou Igor Moreira, membro do Movimento dos Conselhos Populares (MCP).

Para os articuladores do ciclo de debates, o Brasil atravessa uma crise de muitas dimensões que perpassa não só a política, a economia e a sociedade, mas a própria existência. “Não se trata mais de uma ameaça: a morte, adoecimento e sofrimento, já estão sendo operados a todo vapor e nos afeta em cheio”, apontam os articuladores, em carta intitulada Projeto de vivências e reflexões proposto pelo MCP.

A programação ainda não conta com datas, mas os temas já estão determinados e serão divididos em quatro ciclos com duas oficinas cada, que culminarão com um seminário.

Tema: Estado e População

1ª Oficina: Estado e capitalismo | Crise da representação e limites da participação popular
2ª Oficina: A guerra como forma de governo | Militarização, polícia, milícias, jogos de poder

Seminário: Alternativas, experiências de organização comunitária e autogestão
Questões: Como incluir a questão do patriarcado?

Tema: Trabalho, atividade e autonomia

1ª Oficina: Como viver um mundo sem trabalho? |Dessacralização do trabalho, patriarcado
2ª Oficina: O que os ricos estão pensando? | Estratégias, linguagens e padrões de dominação e desigualdade, uma crítica do empreendedorismo

Seminário: Trabalho x atividade?
Alienação x criação? Experiências e formas de viver sem trabalho

Tema: Espiritualidade

1º Oficina: Crise do catolicismo |Perda do enraizamento e de fiéis nas periferias | Ascensão do neopetencostalismo
2ª Oficina: Cosmovisão afroindígena e espiritualidades alternativas

Tema: Capitalismo e crise ambiental

Oficinas: Racismo ambiental | Meio ambiente urbano | Produção alimentar e produção agropecuária.

Seminário: Práticas | alternativas | experiências

Os momentos de formação terão apoio do Bé-Ruys-Fonds, organização alemã que apoia pequenos projetos de trabalho pela paz, justiça e integridade da criação, acolhida ecumênica, ajuda a refugiados, além do diálogo entre religiões, crenças e estudos teológicos da libertação. A Rede Jubileu Sul Brasil também apoia a iniciativa do MCP, entidade membro da Rede, em realizar esse ciclo de debates e formação.

Mais informações com Igor Moreira (85) 99714-0147, Francisco Fernando (85) 98887-7310 ou Francisco Vladimir (85) 997036769.


 

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